que se faz hoje
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
que se faz hoje
pó das lembranças
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Da água ao sentido
segunda-feira, 5 de março de 2012
Barulhos
Um estalo:
Lentamente caio;
Me dobrando falsamente,
Sem ser mais fantasia.
Pois deitado ao teu lado
Sou realidade.
Que deseja
Ser poesia.
sábado, 23 de julho de 2011
Dizem
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Não importa que tentem
Me importa que seja louco,
Penumbra e claridade;
domingo, 26 de junho de 2011
Azáfama
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Mímesis
conformado
uniforme uniformizado
esperando um
tapa de
pés firmes no chão
e dele não largo
mesmo que esse barulho todo
inventivo seja trilha sonora
acredito em troca-la
por uma outra personagem
que não canta
- mas deveria cantar -
que é gestual
então agarrado nesse copo
fundo de infinito
servido de realidade
eu não poupo os limites
de um gole
e me enfio nessas verdades muitas vezes
minhas irreais
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Somente
divagas
nas vagas de tempo dos laboriosos dias
no vácuo de um copo vazio que a pouco servia café
na vislumbrante transparência de uma vitrine
nas cores que o sol jogado ao chão ganha
ao quedar contra o vitral colorido de uma igreja
divagas
sem querer a todo instante
erras na própria cabeça
te desligas de tudo
tristeza
angustia
dois pães na cozinha endurecem esquecidos
tua fome se apresenta
outra insaciável
enquanto tua loucura te engole
todos os teus inimigos se tornam
um
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Quem trás a mudança nas estações
O quente do sul
Se perde no deserto
No inverno da solidão
Espero
Espero pelo verão de tuas dobras
Que vão me aquecer no frio das
Próximas estações
Espero enquanto me esqueço no constante plano
No plano das planícies de onde sou
Na mesmice da rigorosa paisagem em horizontal que
Não muda e nos joga em devaneio
Não muda enquanto não tem tua presença
Então fico esperando
Jogado nessa estação
Queimando
No frio da solidão
sábado, 11 de dezembro de 2010
Sempre
escorre em gotas
goles d'água
em garrafas vazias
goles de saliva
quente alheia
escorre em tempo em
detalhes em pedaços
escorre e vão
embora para não mais voltar
em vão
e também para ficar para
sempre
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Silêncio em poesia
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
São lagrimas as águas de um lago
É lago as lagrimas de um homem
É solidão as lagrimas que formam o lago
E dissimulado é o lago feito de solidão
Aqui
Dois pés atrapalhando o caminho das leves ondas
Pés calçados e encharcados
- de vergonha
Olhando a outra margem
Dois olhos no caminho da paisagem
Olhos soterrados no lodo
- da melancolia
Então os olhos fitam os pés
E os pés marcham em regresso
E o corpo quase desmaia
Em sua fraqueza
- conhecer o fim da história
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O frágil papel
Todos praticam
Das mesmas amarguras
Todos querem a mesma solução
Inatingível
Todos rasgam com anotações as páginas brancas de um caderno
Cheio de sentimentos
Transbordando sofrimentos
E o poeta desenha
Delicadamente
Desenha uma paisagem
Em que todos se encontram
Na qual todos se entendem
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
A epopéia do ar
Vacilo os olhos
pelo quarto:
Armário; porta; parede; estante; janela; mesa; quadro.
Nesse quarto.
Imerso no ar,
insolúvel,
essa cena
congelada
- derretendo -
é corrompida:
tic tac tic tac.
O relógio não sabe brincar.
- Burro! Acreditas que enganas alguém? Gritei.
Ele zomba de mim.
Repetitivo, apático, inércia.
Inexorável.
Pelo quarto,
rebatendo pelos quatro cantos,
ele continua a cantar,
resmungar.
Já não suporto
acreditar; querer acreditar; fingir que acredito.
Fingir que me importo.
Um sopro, sorrateiro, repentino,
invade esse aquário,
aquário de ar.
Desequilíbrio,
desastre, confuso.
Estranho movimento
modifica tudo, purifica.
Os livros, levemente,
são tocados, retocados,
esperançosos.
Um, teimoso e corajoso,
tremula de três ou quatro páginas.
Em vão, logo passa, e se aquetam, todos,
novamente.
A janela é gradualmente atacada,
seduzida.
Honrada, se orgulha,
e luta contra o invasor,
e ganha.
O fogo, lá fora, queima!
E eu, aqui dentro, protegido.
Suporto esse relógio resmungão
e negligencio esses livros tristes.
Mergulhado nesse mar,
ar.
Esperando, alguma coisa,
coisa alguma:
Uma ponta,
ponto;
Um presságio,
ágil;
Um destino,
incerto.
Mas o tempo,
insolúvel,
se mistura no ar,
mar,
te engole,
te digere,
e te cospe
gasto,
imprestável.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Os Olhos
Os Olhos
Os Olhos
Desses que invejam
E que mentem
E que fingem
E escondem
Os Olhos
Cintilantes
De quem se mostra
E pretende
Mas não diz
Os Olhos já disseram
Não me olhe com os seus
Não desse jeito
que não entendo
Pois os outros que nos olham
Esses para mim
fingem
Fingem que olham
Com olhos de mentira
E frases de gravador
Que repetem o mesmo
Os Olhos
Que não entendo
Que as vezes
Nem conheço
E tenho medo de conhecer
