Raiva:
tu bates as portas
pela casa.
Soco, impulso.
Pobre do armário,
indefeso.
Não abre mais.
Tu
corres para o pátio.
Desgosto e ódio.
Lá, te sujas de desejo.
Aqui, te espero,
sereno.
Raiva:
tu bates as portas
pela casa.
Soco, impulso.
Pobre do armário,
indefeso.
Não abre mais.
Tu
corres para o pátio.
Desgosto e ódio.
Lá, te sujas de desejo.
Aqui, te espero,
sereno.
Fachada costumeira
cercado de madeira
tábuas, lado a lado,
não impedem a visão,
fingem proteger
o que não precisa proteção.
Mulher na cozinha
vê pela vidraça
o homem na calçada
de chimarrão na mão,
ocupado com idéias
mentindo solidão.